Que satisfação sinto em compartilhar com vocês meus queridos amigos do Blog, este resumo, trabalho meu de seminário, referente a Exegese, disciplina de Grego III, onde é rico em fatos históricos, matérial para exegese bíblica, interpretação de texto bíblico, tudo isso vivenciado no tema da carta escrita aos éfesios capítulo seis "A armaduras de Deus".
Nota: Este matérial didático é fonte de informação e está licenciado em nome de Sayonara Taciana, bacharelanda no curso livre de Teologia, aqui aluna da instituição de ensino CETAD - Centro de Estudos das Assembleia de Deus na Paraíba.
Todos os direitos autorais estão reservados.
Este matérial foi disponibilizado para aprofundamento, pesquisa e desenvolvimento no aprendizado da teologia. Não autorizado seu plagio.
P.S Agradeço a amiga e irmã em Cristo Lúcia, parceira de seminário, pelo muito carinho com que me dispensou nesta enorme pesquisa e desenvolvimento do trabalho para a exegese da disciplina de Grego III que realizamos juntas.
CETAD-PB
CENTRO DE ESTUDOS
TEOLÓGICOS
DA ASSEMBLEIA DE DEUS NA PARAÍBA
TEOLOGIA
MINISTERIAL
EXEGESE
POR
SAYONARA
TACIANA
LÚCIA
VERÍSSIMO
JOÃO
PESSOA/2013
CENTRO
DE ESTUDOS TEOLÓGICOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS NA PARAIBA
CURSO
DE TEOLOGIA MINISTERIAL
GREGO
III
EXEGESE
DE EFÉSIOS 6: 10-20
Trabalho
apresentado à disciplina de Grego III em cumprimento as exigências parcial do
Curso de Teologia Ministerial, ministrado pela professora Ângela Rainer.
POR
SAYONARA
TACIANA
LÚCIA
VERÍSSIMO
JOÃO
PESSOA
AGOSTO/2013
ÍNDICE
I
–
|
Introdução
.......................................................................................
|
04
|
II
-
|
Texto
bíblico para análise (Efésios 6: 10-20)..................................
|
05
|
III
-
|
Contexto
Histórico do Livro ...........................................................
|
05
|
IV
-
|
Pesquisas
de Palavras Chaves .........................................................
|
09
|
V
-
|
Contexto
Bíblico .............................................................................
|
12
|
VI
-
|
Aplicação
para Hoje ........................................................................
|
18
|
VII
–
|
Referências
Bibliográficas ..............................................................
Apendice
....................................................................................
|
19
21
|
I – INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem
por finalidade atender o requisito da disciplina do Grego III, determinada pela
grade curricular do curso de Teologia Ministerial do Centro de Estudos da
Assembleia de Deus em João Pessoas na Paraíba apresentando uma Exegese de um
texto bíblico a escolha de cada equipe. O texto escolhido por essa equipe, de
dois componentes, para elaborar a exegese foi da epistola de Efésios capítulo
seis de dez a vinte. A pesquisa é de ordem bibliográfica, igualmente obtendo
recursos e orientações da professora da referida disciplina, em classe.
O estudo exegético do
texto mencionado acima propõe extrair o seu real sentido e as verdades sagradas
nele contido respeitando com fidelidade as Sagradas Escrituras, sem a presunção
de exaurir o texto, mas com a ideia de compreender o que o apostolo Paulo,
inspirado pelo Deus eterno, quis que os humanos entendessem para efeito de verdadeira
prática cristã diária. Percebendo que é de suma importância, que à igreja de
Cristo aqui na terra saiba manejar bem a palavra de Deus discernindo as
atitudes do inimigo, que sega o entendimento da humanidade. Assim, o presente
estudo vai nos apresentar fundamentada na Bíblia, e comentários de diversos
autores consagrados, como estar vigilante e vencer os ardis do enganador,
satanás, o deus do século presente.
II – TEXTO BÍBLICO PARA ANALISE (Efésios 6:10-20)
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Finalmente,
fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.
Vistam
toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra
pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo
de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Por isso,
vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e
permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.
Assim,
mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da
justiça e tendo os pés calçados com a
prontidão do evangelho da paz.
Além
disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas
inflamadas do Maligno.
Usem o
capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Orem no
Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente,
estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos.
Orem
também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de
que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador preso
em correntes. Orem para que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como me
cumpre fazer.
III – CONTEXTO HISTÓRICO DO LIVRO
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
A cidade de Éfeso
usufruía de excelente condição geográfica e no período do Novo Testamento
bíblico, onde a carta aos Efésios é escrita por Paulo, sua geografia
descreve-se com localização privilegiada no mundo antigo, situava-se na foz do
rio Caistro, localizado na Ásia Menor, contava quase a sua frente com a ilha de
Samos. Ela era sem dúvida dentro do império romano, um importante centro de
tráfego, terrestre e marítimo entre o Ocidente e o Oriente, o que a
privilegiava tanto para a aceitação, como propagação do Evangelho de Jesus
Cristo.
Na sua estrutura social
a população da cidade de Éfeso era de aproximadamente de 225 mil habitantes,
que viviam do comércio e do turismo. Éfeso era essencialmente uma cidade
religiosa. Ali estava o templo da grande Mãe Diana ou Artêmis, divindade da
fecundidade. O templo, uma das maravilhas do mundo antigo, foi construído no
século VI a.C.. Em 356 a.C. foi destruído pelo fogo ateado por um certo
Erostrato, que desejava tornar-se célebre.
Na sua Historia, no
correr dos séculos, evidenciamos seus valores religiosos, pagãos e Politeístas.
Seus habitantes fenícios teriam fundado no local um santuário em honra de uma
divindade feminina adorada sob o símbolo da lua. Esse santuário começou a
atrair gente de vários países que ali achavam o direito de asilo. Sob o domínio
dos Jônios, Éfeso tornou-se a principal das doze cidades que formaram a Confederação
Jônica. Passou depois para o domínio dos Persas e depois Alexandre Magno a
conquistou em 334 a.C.. Lisímaco, general de Alexandre, recebeu-a em herança na
morte desse. Mas foram os Átalos de Pérgamo que a embelezaram e enriqueceram.
Em 129 a.C. passou ao
domínio romano. Tornou-se a capital da Província Romana da Ásia. De fato, na
época era a maior metrópole da Ásia.
Existia, também, em Éfeso um grande
número de bruxos e feiticeiros. Muitos deles se converteram ao cristianismo (At
19,19).
1 AUTORIA
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Não há nenhuma dúvida sobre a autoria da carta aos Efésios, Paulo chama
a si mesmo como "prisioneiro de Cristo Jesus" (3:1); "detento no
Senhor" que lhes roga (4:1); em sua famosa frase é um "embaixador em
cadeias" (6:20). Paulo estava preso e não longe do seu
martírio, trata a cronologia bíblia, esta ciência auxiliar da Teologia. Segundo
doutor Russel Shedd, ele diz que nenhum erudito antigo discordou desta opinião
de que Paulo é expressamente o escritor destas epistolas, e que ele escreveu a
carta na prisão em Roma mais ou menos no mesmo tempo que escreveu Filemon e
Colossenses, e tudo indica que ela foi levada por Tíquico, seu amigo, que tinha
vindo lhe visitar, isso pode ter acontecido em meados de 62 ou 63 d.C.
1. 1 Evidência interna
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
As evidências contextuais da carta
não deixam discussões sobre esta veracidade. Inclusive na própria carta de
Efésios Paulo declara ser ele o autor: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que
estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus; Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus
Cristo por vós, os gentios;” (EFÉSIOS 1:1; 3:1). Estes
dois versículos confirmam a origem da autoria da epistola de Efésios. Mas,
apesar dos dois versículos darem esclarecimentos que foi Paulo o autor da carta, na modernidade há críticos que discordam, conforme diz Elienai Cabral, no seu comentário bíblico, que “um erudito norte-americano por nome E. J. Goodspeed apresentou a teoria de que o autor tenha sido algum cristão atuante e admirador do apostolo Paulo.” [1] Sugerindo também outros nomes. Os críticos modernos se baseiam em duas ideias para contradizer a autoria da carta aos Efésios, a primeira é que Paulo não direcionou a nem uma comunidade como era o seu costume e segundo ele não quis resolver nem um problema de ordem doutrinaria ou eclesiástica. Então, é nisso que eles se baseiam para contrariar tais evidencias bíblicas. Para Elienai Cabral as provas que se afirmam que a carta é paulina são mais contundentes que as que negam. Portanto, Paulo foi inegavelmente o autor dessa maravilhosa carta como também Tíquico, além de portador dela foi igualmente de outras cartas. (Efésios 6: 21,22).
apesar dos dois versículos darem esclarecimentos que foi Paulo o autor da carta, na modernidade há críticos que discordam, conforme diz Elienai Cabral, no seu comentário bíblico, que “um erudito norte-americano por nome E. J. Goodspeed apresentou a teoria de que o autor tenha sido algum cristão atuante e admirador do apostolo Paulo.” [1] Sugerindo também outros nomes. Os críticos modernos se baseiam em duas ideias para contradizer a autoria da carta aos Efésios, a primeira é que Paulo não direcionou a nem uma comunidade como era o seu costume e segundo ele não quis resolver nem um problema de ordem doutrinaria ou eclesiástica. Então, é nisso que eles se baseiam para contrariar tais evidencias bíblicas. Para Elienai Cabral as provas que se afirmam que a carta é paulina são mais contundentes que as que negam. Portanto, Paulo foi inegavelmente o autor dessa maravilhosa carta como também Tíquico, além de portador dela foi igualmente de outras cartas. (Efésios 6: 21,22).
1.2 Evidências externas
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Paulo passou a primeira
vez por Éfeso, no final de sua segunda viagem missionária (At 18,19ss). Por
pouco tempo pregou na sinagoga e prometeu voltar. Ali, separou-se de seus
companheiros Áquila e Priscila. Ao voltar na sua terceira viagem missionária,
Paulo já encontrou um pequeno núcleo cristão, provavelmente obra de Áquila e
Priscila e possivelmente também de Apolo. Permaneceu na cidade por longo tempo,
por quase três anos. (At 20,31)....
2 DATAÇÃO E LUGAR
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Poucos críticos
discordam sobre a autoria da carta, mas o mesmo não se dá sobre a sua datação e
o lugar em que ela foi escrita, há sérias divergências sobre o assunto.
Coletivamente, Efésios está no mesmo grupo cronológico das epístolas de Paulo
aos Colossenses, Filemom e Filipenses, chamadas de "As Epístolas da
Prisão" que se deu no primeiro aprisionamento de Paulo em Roma, nos prováveis
anos de 61 a ano 63 conforme relata (At 28:30) do nosso Senhor (D.c.).
Foram feitas várias
tentativas por parte desses críticos, em colocarem estas epistolas em período
anterior, como se fossem escritas nas prisões de Paulo em cesárea ou mesmo em
Éfeso como trata, George S. Duncan, St. Paul's Ephesian Ministry, mas
esse entendimento não foi bem sucedido, não há um bom motivo para rejeitarmos o
lugar aceito pelos tradicionais “Roma”...
3 DESTINATARIO
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Efésios é provavelmente
a carta mais impessoal escrita por Paulo, não há nenhuma nota pessoal, o que é
surpreendente devido ao tempo de sua permanência ali, como menciona (Atos
18:9-10) e não está recheada internamente de saudações pessoais com mensagens de vivencia
intima que o “apostolo aos gentios” tenha compartilhado ali.
Além disso, em Atos (20:17-35)
podemos ler a despedida de Paulo dos anciãos de Éfeso em sua última viagem,
antes de abandonar Mileto. Em todo o Novo Testamento não há uma passagem de maior
intimidade e afeto, O que em
cordialidade por muitos estudiosos do assunto concordaram entre si sobre sua
autoria
pertencer a Paulo, o mesmo
não acontece sobre a quem à carta foi destinada comenta William
Barclay (“O Novo Testamento, Efésios, pág. 11”). Para ele salta a vista que
Efésios foi escrita e dirigida a gentios. Os destinatários da
Carta eram “gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se
intitulam circuncisos, na carne... sem Cristo, separados da comunidade de
Israel e estranhos às alianças da promessa” (2:11, 12). Paulo lhes suplica:
“não mais andeis como também andam os gentios” (4:17). O fato de que se
tratasse de gentios não significa, certamente, que a Carta não fosse enviada a
Éfeso; mas dá, antes, a certeza de quais eram os destinatários.
A muito ainda a ser
mencionado, num estudo mais detalhado e criterioso sobre o assunto, mais nos é
certo, porque há um grande consenso que Paulo foi o escritor da carta e que ela
foi destinada, para alguns, a igreja em Éfeso, ao que no nosso entendimento
deva ser o mais correto. Mas me senti a vontade em mencionar outras opiniões
para deixar o leitor desta exegese inteirado sobre o que para outros, ela foi
escrita aos cidadãos daquela cidade, o que respeitamos a opinião desses colegas
compartilhando com vocês.
4 MOTIVO
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
A formação
da Igreja na comunidade de Éfeso obteve grande êxito, Paulo começou pregando na
sinagoga por três meses (At 19:4). Diante da incredulidade dos judeus, passou a
pregar na escola de um senhor chamado Tirano por dois anos diariamente, a
tradição nos trás que este horário compreendia entre as 11 e 16 horas. Sua
pregação alcançou judeus e gregos que residiam na Ásia (At 19:10), também
muitos dos bruxos e feiticeiros da cidade se converteram e queimaram seus
livros mágicos em praça pública (At 19,11ss), a bíblia fala de milagres que
confirmaram sua pregação.
Enfim, talvez o
apostolo Paulo resolveu escrever esta carta no momento de exclusivismo judeu,
que fez muitos sofrem, ou seja, gentios não eram aceitos como parte do corpo de
Cristo.
5 PROPOSITO
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Efésios é escrita por Paulo com o
propósito divino unir Gentios e Judeus através de Cristo, ou seja, o objetivo
principal dele escrever aos efésios era a unidade da igreja. E seu foco estava
sobre a questão entre judeus e gentios, tendo em vista muitos desses gentios,
antes de se converterem a Cristo, terem suas práticas religiosas na feitiçaria,
então ele desejava combater a heresia advinda do gnosticismo, que foi tão
presente no século I. Os judeus eram muitos exclusivistas, por isso, faziam
acepção de pessoas, “os judeus se consideravam como a "nata"
religiosa do mundo.” [2] Assim, os gentios eram
vistos por Paulo como uma segunda categoria, até mesmo dentro da igreja. Tudo
isso nos mostra que era fácil que a igreja se dividisse internamente entre o
grupo dos judeus e o grupo dos gentios. Por isso, o apostolo Paulo insiste na
doutrina da unidade da igreja.
IV - PESQUISA DE
PALAVRAS CHAVES EM EFESIOS 6. 10-20
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
ARMADURA
– πανοπλια
(V.11). Armadura
de um soldado fortemente armado, panóplia
lit. Armadura completa . Conjunto de peças feitas de metal ou couro, com
que os soldados antigos cobriam o corpo para se protegerem das armas de ataque
dos inimigos, e inclui coisas tais como: escudo, espada, lança, elmo, e
couraça. Visto que uma armadura de um soldado era frequentemente uma amostra de
esplendor, Barth prefere a tradução “explêndida armadura” (v. Barth, 793-795).
1 CINTURÃO:
όϭφυς
(V.14).
Cinto, cinturão. Lombos como local dos
órgãos como reprodução. O cinto também era uma peça muito importante das
vestimentas dos soldados romanos, eles usavam de um a três cintos para prender
a espada e para proteger a região abdominal do corpo.
2
COURAÇA: θωрαξ. (V.
14). Couraça, peitoril. Provavelmente tórax, caixa torácica. A palavra denota
uma peça da armadura que pode indicar qualquer coisa que, a qualquer mediano
usava uma peça de metal, mas aqueles que podiam pagar usavam a melhor disponível
(Barth; DGRA, 711s.).
Ela
servia também como uma veste de malha, que cobria o corpo pela frente e nas
costas, unidas nos lados conforme vemos no livro de Jeremias nas profecias
contra o Egito e a Babilônia (46.4; 51.3). E refere-se também em Apocalipse 9.9
como sendo de metal. E como Armadura para proteger a parte superior do corpo (Jó
41.26). Ela era uma parte da
armadura, feita de couro ou metal, para cobrir o peito e às vezes as costas dos
soldados antigos. O objetivo da couraça era para proteger contra os golpes das
lanças, flechas e espadas (Efésios 6.14).
3 SANDÁLIA/CALÇADO: ύπόδημα (v.15) Pode se
referir à caligo um forte e pesado sapato usado pelos soldados romanos, ou ao
caldeus um sapato menos grosseiro que era usado pelos oficiais. Segundo
pesquisas esse termo sandálias encontra-se somente em algumas passagens da
Bíblia (Mc. 6.9; At 12.8), porém a forma de sapato usado no Oriente era, em
geral, a de uma sandália, que constava de uma sola de couro ou de madeira,
atada aos pés por de meio de correias (G 14.23; Is 5.27). Acha-se o termo
somente em alguns lugares da Sagrada Escritura (Mc 6.9, At 12.8); Mas a forma
do sapato usado no Oriente era, em geral, a de uma sandália: constava de uma
sola de couro ou madeira, atada aos pés por meio de correias (Gn 14. 23; Is
5.27). Tiravam-se quando se estava em uma casa ou um santuário. A renúncia e a
transferência dos direitos legais eram ratificadas pelo ato de descalçar um
sapato; e era uma espécie de segurança do contrato dá-lo à pessoa com quem se
fazia transação (dt 25.10; Rt 4.7,8). Na curiosa benção sobre Aser vem esta
frase “o ferro e o cobre serão o teu calçado” segundo algumas versões (Dt
33.25). Em Ef. 6.15 o guerreiro cristão deve ter os seus pés calçados “com a
preparação do evangelho da paz”, como individuo desejoso de levar as boas novas
a toda parte.
4 ESCUDO: θυрεός (v.16)
Escudo. Refere-se ao escudo grande retangular, não ao pequeno escudo
arredondado e convexo. A referência e ao sulum dos soldados romanos que tinha
uma estrutura metálica, e, às vezes, uma massa de metal ao centro.
Frequentemente as várias camadas de couro eram ensopadas e socadas na água
antes da sotalum, a fim de apagar os dardos incendiários do inimigo. Os
escudos, eram guarnecidos de ouro, eram muito empregados para fins de
ornamentação ou para manifestação ostentosa. Salomão os empregava deste modo e
nas procissões religiosas, como seu pai havia anteriormente feito com os seus
troféus de batalha (IRs 10.16). A fé descrita como escudo em Ef. 6.16, bem como
a salvação em Sl 18.35.
5 CAPACETE:perikeyalaia.(v.17). Uma
proteção ao redor da cabeça, elmo, capacete. O soldado romano usava um elmo de
bronze, equipado com protetor para o rosto. O elmo era um item decorativo e
caro que tinha por dentro uma camada de feltro ou esponja que tornava
suportável carregá-lo. Nada mais leve do que um machado ou martelo pesado
poderia quebrar um elmo pesado. O capacete que os israelitas usavam era na
formatura carapuça com peças que cobriam as orelhas e o pescoço. Era de bronze
ou metal amarelo. Os capacetes que Uzias forneceu ao seu grande exército (2 Cr
26.14). Eram do mesmo metal, bem como os de Saul e Golias (1 Sm 17.5,38). Estes
capacetes de bronze eram usados somente pelos principais guerreiros, sendo o
simples soldado, segundo parece, provido de carapuças enchumaçadas, com hastes
de metal, ou então de barretes feitos de feltro ou de couro. Os heteus usavam
capacetes mais largos para cima, do que os usados comumente, ao passo que os
oficiais da Assíria os usavam altos e em ponta.
6
ESPADA: μαcαiрα (v.17) Indica
pequena espada reta usada pelo soldado romano. Havia dois tipos de espada usada numa batalha. Uma era feita
de várias formas e tamanhos, normalmente de bronze. No grego, esse tipo de
espada chamava-se ziphos. O bronze pode representar a presença do Espírito
Santo na vida do crente. O outro tipo, no grego macharia, era um pouco mais
curta que a ziphos e era usada pelos gladiadores.
V- CONTEXTO BÍBLICO (Efésios 6)
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
1 Contexto maior de Efésios 6: 1-9; 21-24)
O texto bíblico de Efésios
seis se inicia com regras de comportamento dando sequência ao que o Paulo vinha
exortando antes no capítulo cinco dos versículos vinte e dois aos trinta e três,
onde ele dá orientações expressas de como os cônjuges devem se relacionar, ou
seja, ambos submetendo-se aos princípios da submissão, e em tudo se sujeitando
a Deus. Finaliza o capitulo cinco exortando, as esposas e os maridos a se amarem
fazendo uma anologia desse amor ao amor de Cristo pela igreja. No entanto, no
capítulo seis dos versos um ao quatro, ele dá instrução aos pais e filhos, em
que os filhos devem obedecerem aos pais, princípio primordial para viver bem e
muito, ordenança divina. Pois, conforme diz Elienai Cabral, que os pais
precisam ensinar os filhos obedecerem, usando a firmeza e o amor, senão serão
futuros rebeldes. Continua ainda com os princípios bíblicos para senhores e
escravos nos versos cinco ao nove, instruções para que ambos cumpram suas
devidas obrigações empregatícias. Segundo diversos teólogos, sejam possíveis,
que tais regras de conduta tivessem o objetivo de instruir novos crentes, ou
seja, discpular os novos convertidos. Visando “demonstrar o tipo de unidade
pessoal e doméstica que deve existir entre os cristãos e a Igreja,” relata
Arthur[3]
Logo após o texto escolhido,
para extrair a mensagem para nossa prática de vida cristã diária, os versos
vinte e um a vinte e dois, Paulo encerra a carta com as saudações finais de
forma clara declarando que o mensageiro da carta é Tíquico, chamado por ele,
irmão amado e fiel ministro do Senhor. O capítulo seis, dos versos vinte três a
vinte e quatro, se encerra com a benção dando destaque as palavras: paz, amor e
fé para toda comunidade cristã.
Enfim, a carta termina com o
mesmo tema que se inicia: graça e paz da parte de Deus.
2 Contexto menor do texto de Efésios 6:10-20
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
No texto de Efésios 6:
10-20, Paulo usa a figura de linguagem, a armadura do cristão, comparando as
vestimentas dos soldados romanos com a vida espiritual do cristão. Ele relata
sua vida cristã como se fosse uma verdadeira guerra espiritual. “Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem
esmurra o ar. Mas
esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado
aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” (1 CORÍNTIOS 9:26-27).
No relato de Artur Patzia,
há pelo menos duas fontes possíveis para Paulo se inspirar e usar essa figura
de linguagem. A primeira seria o exercito romano, pois, ele como prisioneiro diversas
vezes teve a oportunidade de observar as vestimentas dos soldados, e a segunda,
está nas Sagradas Escrituras, no livro de Isaías 59:17: “Usou a justiça como couraça, pôs na cabeça o
capacete da salvação; vestiu-se de vingança e envolveu-se no zelo como numa
capa.” Conforme esta citação bíblia
confirmando a origem da mesma figura de linguagem usada pelo apostolo, a
sugestão é de que a vida cristã é uma eterna batalha espiritual, e que Paulo exortava os cristãos com essa
linguagem, tendo em vista as frequentes perseguições que eles sofriam, então,
esse abordagem literária era bastante útil para a igreja perseguida.
Quem vai enfrentar uma
batalha deve se preparar, então, os versículos a seguir veremos como Paulo
relata como deve estar preparado o guerreiro cristão, como fala Arthur Patzia,
essa preparação é para enfrentar as batalhas presentes da igreja, apesar da
expressão dia mau vindouro (6:13), traga a ideia de futuro.
Paulo já próximo ao
encerramento da carta, no capítulo 6 verso 10, ele vislumbra uma nova dimensão
para fortalecer os irmãos na fé em Cristo, ele apresenta um campo de batalha
invisível, que só é possível enxergar quem é verdadeiro cristão, os que de fato
se alistaram para batalha se submetendo, as ordens do grande general, o eterno Deus.
a) Efésios 6:10 - Ele
convida os irmãos para serem fortalecidos no Senhor, mas para isso devem se
revestir de uma indumentária especial, a “Armadura de Deus”,
b) Efésios 6:11 –
Revestir de toda “armadura de Deus”, revestir nos faz entender que é se vestir
novamente, ou seja, uma roupa sobre outra. Esta vestimenta de Deus figurada por
Paulo, inspirado nas peças dos soldados romanos, para a vida espiritual tem
suas funcionalidades especiais e importantes para proteger o soldado do inimigo,
por isso, o apostolo recomenda se revestir de toda a “armadura de Deus” porque
se o cristão quiser vencer a luta tem que estar preparado, enfim, todo equipado
para combater qualquer ataque do adversário. Após relatar os benefícios e a
necessidade de estarmos prontos, finalmente discrimina as peças
individualmente, como narra Arthur, as mais importantes, pois, o objetivo não é
descrevê-la completa, visto que se omitem algumas peças. O autor crê que os
seis itens listados são essenciais: o cinto, a couraça, sandálias ( calçados os
pés), o escudo e a couraça.
c) Efésios 6:12,13 – Conforme Arthur os crentes além de enfrentar o diabo enfrenta
também diversos inimigos espirituais, perversos. O diabo é astuto, enganador,
ardiloso, por isso, estamos em constantes guerras, não uns contra os outros,
mas contra as hostes espirituais que habitam nas regiões celestiais. Em virtude
dos ardis de satanás, revelado por Paulo na Palavra de Deus, o cristão deve
estar alerta revestido de toda armadura de Deus para poder vencer o maligno e
ficar firme. Pedro escreve: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso
adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.” (1 PEDRO 5:8-9). Assim, para enfrentar esse campo de guerra espiritual, e vencer, só com armas espirituais de Deus.
Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.” (1 PEDRO 5:8-9). Assim, para enfrentar esse campo de guerra espiritual, e vencer, só com armas espirituais de Deus.
2.1 AS ARMAS DE
DEUS SÃO ESPIRITUAIS (Efésios v.14-17)
2.1.1 O cinto da verdade - (Efésios
v.14)- "Assim, mantenham-se
firmes, cingindo-se com o cinto da verdade.” O cinto era um aparato de couro que prendia a
túnica do soldado, ajudava a proteger o corpo e mantinha a espada em seu lugar.
Este componente da armadura de Deus é muito importante; portanto, trata-se da
verdade divina e não de nossas verdades. Jesus disse: "Eu sou a verdade"
(Jo 14. 6). Ele também orou: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a
verdade." (Jo 17. 17). Precisamos nos revestir da verdade divina, assim
como ter uma fala e vivência regida pelo valor da verdade (Cl 3. 9). Isto
significa que devemos ser revestido de verdade em tudo que for feito ou dito seja
translucido como águas cristalinas, isso, é uma qualidade de caráter cristão. A
vontade expressa de Deus, escrita por Paulo é que todos os cristãos estejam revestidos
com a verdade divina deixando que o caráter de Cristo se revele em cada um.
Isso significa proteção e força para enfrentarmos e vencer as batalhas
espirituais.
2.1.2 A couraça da justiça - (Efésios
v.14) - "vestindo a couraça da justiça."
A couraça fornecia proteção desde o pescoço até a parte superior das coxas.
Proporcionava proteção para o tronco e todos os órgãos vitais. Trata-se da justiça de Deus, não da
nossa. A Escritura diz que os atos de justiça do homem são como trapo imundo
(Is 64. 6). O padrão de justiça humano fica infinitamente distante do padrão
divino. Toda humanidade precisa do sangue do único Justo que pisou na face
desta terra para que cada um compareça diante de Deus (Hb 10. 19), pois é o
sangue de Jesus que justifica o homem – e o torna justo – (Rm 5. 9). Nas
relações humanas é necessário seguir o padrão bíblico, pois fora dele os
julgamentos são muito injustos. Vistamo-nos da couraça da justiça. Pois, como
comenta Elienai Cabral, que a couraça protege das setas mortíferas do inimigo e
que a justiça e a verdade se uniram e ambas andam juntas de mãos dadas. Com
essa declaração, quem é de fato verdadeiro cristão se revestirá dessas armas de
Deus “tão poderosa,” protegendo sua vida espiritual da mentira e crueldade.
2.1.3 Pés calçados/sandálias - (Efésios
v.15) – "e tendo os
pés calçados com a prontidão do evangelho da paz." O soldado romano
calçava uma sandália com cravos e travas para que, mesmo em terrenos
escorregadios, pudesse permanecer firme. A analogia do apostolo Paulo dessa
figura com o evangelho é que é preciso o proclamador da mensagem do evangelho
ter firmeza na palavra pregada. E a caminhada de vida cristã deve ser dirigida
pelos princípios do evangelho de Cristo, não pelos nossos.
Em conformidade com Arthur que fala, que “a ênfase parece recair sobre a urgência da
batalha espiritual que todos os crentes enfrentam, e sua prontidão para
proclamar o evangelho pelo qual Cristo derrotou todas as forças malignas das
trevas.”[4] Assim, mesmo diante da
guerra o cristão deve manter o equilíbrio, através da paz que emana de Cristo o
príncipe da paz, pois, na hora da luta travada vence o inimigo e não desiste de
levar a mensagem da cruz . Isaías 52: 7 diz:” Quão formosos são sobre os montes
os pés do que anuncia boas novas, que proclama a paz.”
Se o crente fiel quiser vencer o inimigo deve verdadeiramente seguir a
mesma trilha do Salvador Jesus, firmando os seus pés na rocha, que é Cristo. O
salmista entendia bem essa questão, pois, Davi foi um grande guerreiro e ele
diz: “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo,
pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.” (SALMOS 40:2).
.
2.1.4 Escudo da fé - (Efésios v.16) “usem
o escudo da fé”, Era proteção aos ataques dos dardos inflamados do inimigo que
batiam no escudo e se apagavam e não conseguia penetrá-lo. Os soldados prendiam
o escudo num dos braços. O escudo tinha o formato de um prato gigante, ele tinha
a finalidade de proteger todo o corpo. Paulo relaciona essa figura à fé porque
assim como o escudo protegia os soldados de serem atacados no corpo, a fé
protege os cristãos dos dardos inflamados do maligno e carregados de enganos. No
texto de Elienai Cabral ele fala que: “Um soldado cristão sem escudo é soldado
vulnerável aos ataques satânicos. O conhecimento da Palavra de Deus forma o
“corpo da fé”, ou seja, o escudo da fé protege o crente contra as heresias e
mentiras satânicas.”[5] A
fé age como um extintor que apaga as chamas do fogo, porém para o cristão obter
vitória é necessário que a fé esteja depositada totalmente em Deus, pois, a
nossa confiança em Deus destrói todas as forças malignas. Além do mais, nossa
fé é primordial e agrada a Deus, como está escrito: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe;
porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e
que é galardoador dos que o buscam.” (HEBREUS 11:6).
2.1.5 Capacete da salvação- (Efésios v.17) “o
capacete da salvação” Esse é o quinto item Ele servia de proteção para a
cabeça, chamado elmo ou capacete. O soldado romano usava um elmo de bronze,
equipado com protetor para o rosto. O elmo era um item decorativo e caro que tinha
por dentro uma camada de feltro ou esponja que tornava suportável carregá-lo,
pois, ele era bastante pesado. Segundo Arthur no seu comentário bíblico Paulo
simboliza o capacete ao poder de Deus e presteza para salvar os outros, que por
analogia do autor da carta, usando as figuras do capacete e a espada que eram
entregue ao soldado pelo assistente, assim ele considera que a salvação nos é
dada por Deus, como o apostolo confirma na própria carta: “Porque pela graça sois salvos, por meio
da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”
(EFÉSIOS 2:8), e contra essa defesa o inimigo não tem vez, pois,
Deus enviou Jesus para nos garantir essa proteção, que nossa alma não morrerá
diante dos enfrentamentos do inimigo, mas viverá eternamente no céu com os
generais dos generais. Assim, sendo a cabeça um órgão vital, a salvação
colocada pelo apostolo é vital para o cristão se ele perder a salvação ele
morre espiritualmente e morrendo também seu corpo sua alma viverá eternamente
com o diabo e seus anjos no inferno, ou seja, o reino das trevas vence.
2.1.6 Espada do espírito- (Efésios v.17) “espada do Espírito, que é a palavra de Deus.”
Havia dois tipos de espada usada numa batalha. Uma era feita
de várias formas e tamanhos, normalmente de bronze. Para Elienai Cacral, o bronze
pode representar a presença do Espírito Santo na vida do crente. E que a espada
era arma de ataque. Ele ainda diz, que o texto narra que a “espada é a palavra
de Deus”, que a palavra das escrituras é a espada do Espírito contra o erro,
contra a mentira e presunção. Que só essa espada pode vencer o diabo e o
pecado. É uma arma ofensiva. E que a palavra pregada ou ensinada com autoridade
é a espada do Espírito em ação. A nossa própria palavra é frágil, mas a Palavra
de Deus é poderosa.
Não existem belas palavras, os mais
belos discursos políticos, conselhos de psicólogos, etc, que possam convencer o
homem do seu pecado. Só mesmo a real Palavra
de Deus pode convencer o homem do pecado e do juízo. E ela que o cristão deve
ter sempre em punho, ou seja,
guardada no coração igualmente diz o salmista: “Guardei no coração a tua
palavra para não pecar contra ti.” (SALMOS 119:11).
a) Ore em todo
tempo - Efésios 6:18-20-
Depois de considerar a completa armadura espiritual, Paulo
acrescentou outro conselho importante. Para resistir a Satanás, os cristãos
devem valer-se de toda forma de oração e súplica. Em todas as ocasiões, fazei
orações em espírito, ele escreve. Quando nos confrontamos com tentações,
provações e desânimo, a oração pode fortalecer-nos imensamente. Jesus ofereceu
súplicas e também petições: “O qual, nos dias da
sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que
o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.” ( HEBREUS 5:7).
Assim, como os soldados ficam nas torres de vigia, o cristão
deve está alerta em constante oração, para Elienai Cabral, a maior provisão
para o crente vencer a batalha contra o mal é a oração. Assim, a oração faz
parte de todo o equipamento de guerra, como mesmo grifa Elienai Cabral, não há
implicações doutrinarias para interpretar sobre a oração, então vale considerar
que a oração é a energia que dá vigor ao soldado em se dispor para a batalha, e
essa energia emana de quem lhe comissionou para a guerra, quanto mais ele
buscar, ou seja, se alimentar mais forte ficará, assim como os alimentadores de
energia dos aparelhos eletrônicos quando estão descarregando, eles precisam estar
conectados a uma tomada com corrente elétrica, o cristão precisa estar
conectado com Deus, em diálogo constante para saber como proceder às armadilhas
do inimigo e vencer a luta.
Assim, o apostolo Paulo encerra fazendo dois pedidos de
oração: primeiro para falar só o que Deus mandar, “ao abrir e fechar da boca”,
e segundo falar com ousadia a mensagem do Evangelho de Cristo.
VI - APLICAÇÃO PARA HOJE
Em resumo, não contém a integra do trabalho.
Como é poderosa a palavra de Deus, que mensagem grandiosa
que atravessa os séculos e hoje produz grande efeito, só mesmo um grande, poderoso, e eterno Deus, poderia nos alcançar
com o seu grande amor SALVIFICO, através dos tempos. Como é importante saber
que podemos contar com um ser todo poderoso que nos ama, e nos livra de toda
sorte de maldade.
É completamente sublime sermos esclarecidos das profundas
verdades de Deus. Verdades estas, que tem por objetivo guardar a nossa vida das
investidas do inimigo das nossas almas.
O Diabo sabe que lhe resta pouco tempo, e ele intensifica
seus esforços para nos derrubar. (Apocalipse 12:12). Temos de resistir a esse poderoso inimigo e travar a
luta excelente da fé’. (1 Timóteo 6:12) Isso exige poder além do normal. (2 Coríntios 4:7). Precisamos também da ajuda do espírito santo de Deus, e
devemos pedi-lo em oração. Jesus disse: “Se vós, embora iníquos, sabeis dar
boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o Pai, no céu, dará espírito santo
aos que lhe pedirem!” ( LUCAS 11:13).
Evidentemente, é essencial que nos revistamos da armadura completa de
Deus. O uso dessa armadura espiritual exige que desenvolvamos qualidades
fundamentais para o caráter cristão, tais como: verdade, justiça, firmeza na
palavra, fé, confiança na salvação que vem Deus, e autoridade da palavra. Para
por em prática, tudo isso, requer que amemos a verdade como que cingidos por
ela, que estejamos prontos para divulgar as boas novas em todas as ocasiões e
que mantenhamos a esperança em Deus bem firme na mente. Porque se o guerreiro
cristão aprender a usar habilmente a palavra de Deus e for revestido da
completa armadura de Deus sempre sairá vitorioso da guerra contra as forças
espirituais iníquas e o nome santo de Deus é glorificado. Pois, Deus nos
garante todo poder, em nome de Jesus, para vencer qualquer batalha para
estarmos unidos a ele. Como está escrito nas Sagradas Escrituras:
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que
nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida,
nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o
porvir, Nem a altura, nem a profundidade,
nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em
Cristo Jesus nosso Senhor. (ROMANOS 8:37-39).
Contudo, buscar a Deus em oração
diariamente é vital para uma vida vitoriosa. Assim, devemos sempre ouvir a sua
voz, e por em práticas seus ensinamentos sagrados. Para estarmos constantemente
ligados a Ele por Jesus.
VII - REFERENCIAS BIBLIOGRAFIAS
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CARTA DE PAULO AOS EFÉSIOS Disponível em: <http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/livroefesios.htm> Acesso em: 14 Ago. 2013
CABRAL, Elienai. Comentário
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EPHESIANS WILLIAM BARCLAY, Título original em inglês: The
Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini. Disponível em:
<http://dc376.4shared.com/doc/n8L93QMx/preview.html> Acesso em: 13 Ago.
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grego, português. F. Wilbur Gingrich ; revisão Frederick W. Danker.
Tradução: Júlio P. T. Zabatiero. São Paulo. Editora Vida Nova, 2007.
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Arthur G. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo:
Efésios, Colossenses e Filemon. Baseado na Edição Contemporânea de Almeida. Ed.
Vida, São Paulo, 1995.
APENDICE
REFLEXÃO SOBRE A
DISCIPLINA E A EXEGESE DO GREGO
A comunidade de Éfeso
nasce provavelmente de um pequeno número de judeus. Paulo coloca em prática
seus ensinamentos sobre Jesus, é o que relata Atos do Apóstolos, na sinagoga
daquela localidade por três meses, porém alguns de lá não aceitarem a mensagem do apóstolo
sobre Jesus ser o Cristo, o messias esperado e prometido para Israel. Seu
prisma teológico abordado em Efésios enfatiza a verdade de que a Igreja é o corpo
e Cristo é a Cabeça, mas eles endurecerem o seu coração, gerando desconforto a
presença de Paulo ali, diz o texto bíblico. Paulo então passa a ensinar por
dois anos numa escola a alguns dos judeus que saem da sinagoga local onde as
reuniões aconteciam e passam a se reunir na escola pertencente a um homem
chamado Tirano, que provavelmente a aluga a Paulo, para aprenderem das verdades
do Evangelho, todos os dias, acrescidos com o passar dos tempos de outros,
nasce a igreja local. Em Apocalipse 2.6, aproximados 30 a 40 anos após o livro
de Atos ter sido escrito, onde muito nos é relatado sobre o trabalho de Paulo
em Éfeso, João pelo Espírito Santo vem parabenizar esta igreja, pela sua
resistência aos falsos mestres, os nicolaitas, que provavelmente eram praticantes
da idolatria e da imoralidade. Uma
cidade com muito misticismo, abundantes em práticas de magia, muitos deixam
essas práticas, para uma nova vida, acrescidos pelo Espírito que é o próprio
Jesus, transformados no amor Seu amor, pela dedicação, esforço e trabalho de
Paulo à divulgação do Evangelho.
O acesso à leitura dos textos
bíblicos em grego ao nosso alcance, alunas concluintes do aprendizado na língua
grega Coinê, elaboradoras desta exegese, nos abriu uma porta muito larga, para
a prática da exegese bíblica no texto original. Somos muito gratas a Deus por
esta grande oportunidade, pela vida da nossa professora Ângela, que muito se
esforçou pela prática docente, ao nos inserir nesta contextualização, de termos
contato com a leitura de Efésios em Grego, obtivemos a oportunidade de conhecer
a sua estrutura gramatical original de uma carta. Há uma particularidade na
retórica utilizada por Paulo em Éfesios, das suas demais, nesta, suas frases
são muito mais longas, ele trás um argumento após o outro, parece não ter fim,
só nos demos conta disto ao lermos sem a influência dos tópicos, não temos este
recurso no grego Coinê e diferentemente da estrutura disponível no português
pelo tradutor, com os títulos, tópicos, que não são inspirados e apenas uma
particularidade de um entendimento do tradutor, mesmo que ele entenda ser o
mais apropriado, o original nos relatou bem mais. Uma nova oportunidade
acadêmica nos foi acrescida, passamos a entender, olhar e ver muito mais
além.
Miss.Sayonara Taciana.

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